segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Janela de Ônibus

Janela do ônibus, vou pensando, olhando as pessoas que estão na rua, é um pouco difícil manter a concentração, ainda mais por causa da música, mas às vezes eu tento imaginar um pouco sobre cada pessoa.

Por exemplo: Por que aquela jovem moça com uma bonita calça social está andando tão de pressa? Está fazendo coisas de trabalho? Ou só tentando chegar ao seu destino e se livrar do chuvisco?

O ônibus segue seu percurso, saímos da parte mais movimentada da cidade, agora só vejo as construções e os carros. A música me prende outra vez, sinto a melodia, sinto na música tudo de bom que ela pode trazer, foco nas melhores lembranças possíveis.

Meu cabelo se solta do elástico que o prende e cai no meu rosto, solto todo o cabelo, prendo tudo outra vez, pego o celular com a tela apagada pra ver como ficou a tentativa de coque, então de repente, como uma onda de dúvidas e inseguranças, algumas coisas invadem minha cabeça.

Eu não posso me privar de coisas novas... Quem é importante pra mim sabe disso, eu tento deixar isso pra lá de claro. É isso. Ponto final.
Eu não posso viver nessa droga de zona de conforto que eu nem me lembro de ter criado.
Se eu me incomodo até de ficar muito tempo ouvindo a mesma playlist, de ter o mesmo papel de parede ou foto de perfil por muito tempo... Por qual motivo ando me limitando dessa forma? Realmente não posso mais.