segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Meus devaneios

Último período, aula entediante, matéria fácil. Momento propício para eu me perder. Ajeito-me na cadeira, cruzo as pernas no estilo “borboletinha”. As ideias vêm como esperanças, as lembranças mantêm a emoção viva. Pego a caneta colorida, amo canetas coloridas. Tenho certeza: Na amizade, a distância é um fator mínimo. Rabisco meu tênis. Mesmo assim, sinto a saudade apertar. A caneta vai traçando as linhas. Sou capaz de lembrar e relatar cada momento em pequenos detalhes. Troco de caneta, outra cor.  Mais lembranças. O rosa e o azul na lateral do calçado de numeração “pequena”. “Pé de criança”.

O sinal toca, guardo as coisas na bolsa, não presto muita atenção nas coisas que estão acontecendo ao meu redor, pego o fone e conecto no celular. Dessa vez não clico no botão “tocar aleatoriamente”, depois de muito tempo há uma música que não sai da minha cabeça. K-pop. Quem diria, eu ouvindo k-pop. Sempre achei que o gênero não combinava comigo, mas é até legal. Não manjo muito, mas tô gostando. A próxima música é nacional, uma banda chamada O Teatro Mágico. Gosto de músicas com letras que me coloquem pra pensar, gosto poder ver várias possibilidades em cada verso, é isso que tona  a música mágica ao meu ver.

E é assim que eu vou, com a cabeça nas nuvens quase sempre, o pé até tá no chão, mas até no meu All Star tem pedaços dos devaneios.