sábado, 9 de julho de 2016

Alívio do Dia

Outra folha aleatória, um dia meio confuso para uma mente paranoica, um dia em que o que me acalma são as músicas, e, talvez, um banho quente, com música. E esse é o momento em que junto com as palavras gravadas no papel vem o alívio. 

Alívio porque tem muita gente indo e vindo, é insegurança, é mágoa também, alívio porque ainda tenho a música, porque ainda tenho em quem confiar, por mais que perto fisicamente eu só tenha meu panda pelúcia, por mais que a saudade dos abraços e das vozes ao vivo esteja muito forte, sei que ainda vou matar essa saudade, pois se após tantos dramas, tretas, problemas,  brigas mais sérias, ainda estou próxima a eles, não existem motivos para alguma separação. Eu acho. Eu espero, de verdade.

Com o tempo, meus amigos fizeram muita diferença, e  de um jeito ou de outro fui tentando retribuir, agora não consigo e já não sei explicar o quão eles são importantes pra mim. Gosto de pensar que se tem coisa ruim é porque ainda não chegou no fim, mantém um pouco de esperança. Com o tempo, descobri que gritar de saudade às vezes faz bem, escrever sobre ela também,  mais ainda, principalmente pra mim, que vejo a escrita com escapatória.